sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A BIOGRAFIA DE JEOVÁ

Cada sociedade ou indivíduo vê a figura de Deus à sua maneira. Para Einstein, ele era as leis que governam o tempo e o espaço , a natureza. Para os ateus, Deus é uma ilusão. Pontos de vista à parte, toda cultura humana já teve seu Deus. Seus deuses, na maioria dos casos seres divinos que interagiam entre si em mitologias de enredo farto, recheadas de brigas, lágrimas, reconciliações. Os deuses eram humanos.

Mas isso mudou. A imagem divina que se consolidou é bem diferente. Deus ganhou letra maiúscula na cultura ocidental. Os “vários” divinos acabaram. Deus tornou-se único. É O DEUS DA BÍBLIA, JEOVÁ, O CRIADOR DA HUMANIDADE. O “pai” de Jesus. Essa concepção, que hoje parece eterna, de tanto que a conhecemos, não nasceu pronta. Ela é fruto de fatos históricos que aconteceram antes de a Bíblia ter sido escrita por quem quer que seja. O próprio Jeová já foi uma divindade entre muitas. Fez parte de um panteão do qual não era nem o chefe. O fato de ele ter se tornado o Deus supremo, então, é marcante: Se fosse entre os deuses gregos, seria como se uma DIVINDADE DE BAIXO ESCALÃO, como o Cupido, tivesse ascendido a uma posição maior que a de Zeus. É essa história que vamos contar aqui. A história de Javé, a figura que começou como um pequeno deus do deserto e depois moldaria a forma como cada um de nós entende a ideia de Deus, não importando quem ou o que Deus seja para você.


Criança
No princípio, Ele não sabia falar. Só chorava, grunhia e balbuciava. Deus era uma criança. Uma não, muitas: Um deus era a chuva, outro deus, o Sol, mais outro, o trovão... Os deuses eram as forças por trás de uma natureza inexplicável para os primeiros humanos da Terra. Facetas de divindades borbulhavam em cachoeiras, galopavam com os cavalos selvagens, voavam com o vento, escondiam-se em cada rochedo, bosque ou duna do deserto. E do deserto veio a que daria origem ao Deus para valer. 

Deuses nasceram do pôquer. A crença em divindades provavelmente vem da capacidade humana de detectar as intenções das outras pessoas. Somos muito bons nisso desde que surgimos, há 200 mil anos, e precisamos ser mesmo, porque o Homo sapiens sempre levou a vida social mais complicada do reino animal, sempre em comunidades cheias de intrigas, fingimentos, traições. Saber o que se passa na cabeça do outro era questão de sobrevivência, e até certo ponto ainda é.

E a melhor maneira de tentar se antecipar a um adversário nos jogos mentais do dia a dia é imaginar as intenções dele: "O que será que ele pensa que eu estou pensando?" NOSSO CÉREBRO É UMA MÁQUINA DE PÔQUER. Pesquisadores como o antropólogo francês Pascal Boyer defendem que esse sistema de detecção de intenções pode acabar aplicado a coisas que não têm intenções de nenhum tipo - como a chuva, ou o Sol. A ideia de que há espíritos de toda sorte da natureza seria, assim, um efeito colateral do nosso sistema de detecção de mentes, tão hiperativo.

Por esse ponto de vista, a espiritualidade faz parte dos nossos instintos. É QUASE TÃO NATURAL ACREDITAR EM DIVINDADES QUANTO COMER OU DORMIR. Cada fenômeno da natureza, então, representava as intenções de alguma divindade. É como ainda acontece nas tribos de caçadores-coletores de hoje. Entre os índios tupis, os trovões são a raiva do deus Tupã. E fim de papo.

Obras de arte de mais de 30 mil anos atrás dão outra pista sobre essa espiritualidade primitiva, que podemos chamar de "infância de Deus" (no caso, dos deuses). Elas mostram seres que misturam características humanas e animais - sujeitos com cabeça de leão ou de rena e corpo de gente, por exemplo.

Acredita-se que essas criaturas híbridas representem um tipo de crença que ainda é comum nas tribos indígenas: A de que não haveria separação rígida entre o mundo dos humanos, o dos animais e o dos espíritos. Seria possível transitar entre essas esferas se você possuísse o conhecimento correto, e, em tese, qualquer falecido, seja pessoa, seja bicho, pode ter um papel parecido com o que associamos normalmente a um deus.

Os deuses abandonam de vez as feições animais quando os bichos se tornam menos importantes no nosso cotidiano. Foi precisamente o que aconteceu quando a agricultura foi criada, há 10 mil anos, no Oriente Médio. Graças a ela, montamos as primeiras cidades. E a nossa espiritualidade progrediria junto: Acabaria bem mais centrada nas pessoas que na natureza selvagem.

Há sinais de que ancestrais mortos eram as grandes entidades com status divino nessas primeiras cidades. Um exemplo arqueológico vem de escavações em Jericó, uma das mais antigas aglomerações humanas, que hoje fica no território palestino da Cisjordânia. Os habitantes de Jericó enterravam o corpo de seus mortos, mas guardavam o crânio, que era recoberto com camadas de gesso e tinta, simulando o rosto humano. Assim preparada, a caveira talvez servisse de oráculo doméstico, uma espécie de deus particular para cada família.

Os artesãos de crânios de Jericó não tinham escrita aliás, passariam mais de 5 mil anos até que essa tecnologia fosse inventada. Quando isso finalmente aconteceu, em torno do ano 2000 A.C., os deuses ficaram bem mais sofisticados. Entraram em cena criaturas ao estilo dos habitantes do Olimpo na mitologia grega. Em parte, alguns deles até eram mesmo personificações das forças da natureza, mas agora eles ganhavam personalidades e biografias complexas.

É AÍ QUE ESTÁ A ORIGEM DO GRANDE PERSONAGEM DESTA HISTÓRIA: YHWH, JEOVÁ, UMA DIVINDADE QUE PROVAVELMENTE COMEÇOU COMO UM DEUS MENOR, CULTUADO POR NÔMADES. BEM ANTES DE A BÍBLIA SER ESCRITA.

Cabeça de leão
Estátuas e pinturas de povos caçadores, que viviam nas cavernas da Europa há 30 mil anos, mostram figuras que misturam formas de homens e de animais. Tudo indica que esses foram os primeiros deuses a habitar a mente humana.

Jovem
O rapaz era uma divindade dos desertos do sul. Junto com seus poucos súditos, chegaria à pulsante Canãa, domínio do deus El, o altíssimo. Ao lado do soberano, a mãe de divindades e homens, Asherah, senhora de tudo o que é fértil, e seu sucessor, Baal, o deus que dava chuvas àquelas paisagens áridas. Tudo na santa paz. Eles só não imaginavam que Jeová tramava a destruição deles.

Ele começou de baixo. Era só mais um deus entre vários outros de sua região. Só que na Bíblia Jeová é identificado como o “deus único”. Hoje, cogitar a existência de outras divindades que teriam convivido com o Senhor da Bíblia é um absurdo do ponto de vista religioso. Mas não do ponto de vista científico. Pesquisadores de várias áreas - arqueólogos, linguistas, teólogos - estão encontrando pistas sobre uma provável "vida pregressa" do deus Jeová. UMA VIDA MITOLÓGICA QUE ELE TEVE ANTES DE SEU NOME IR PARAR NA BÍBLIA COMO O DA ENTIDADE QUE CRIOU TUDO.

Onde pesquisar isso? A própria Bíblia é uma fonte. O Livro Sagrado não foi feito de uma vez. Trata-se de uma coleção de textos escritos ao longo de séculos. O Pentateuco, os 5 primeiros livros da Bíblia, foi finalizado por volta de 550 A.C. Mas há textos ali de 1000 a.C., ou de antes. E nada disso foi editado em ordem cronológica - em grande parte, A BÍBLIA É UMA JUNÇÃO DE TEXTOS INDEPENDENTES, CADA UM ESCRITO EM TEMPOS E REALIDADES DIFERENTES.

Como saber a que tempo e a que realidade cada um pertence? Pela linguagem. Pesquisadores analisam as expressões do texto original, em hebraico, e vão comparando com a de documentos encontrados em escavações arqueológicas, cuja datação é fácil de determinar. Com esse método, chegaram a uma descoberta reveladora. Alguns poemas da Bíblia dão a entender que Javé era uma divindade de lugares chamados Teiman ou Paran - dizendo literalmente que Deus veio dessas regiões. E esses textos estão justamente entre os mais antigos, se a língua do livro fosse o português moderno, eles estariam mais para Camões.

Teiman e Paran eram lugares desérticos fora das fronteiras onde viviam os homens que escreveram a Bíblia. Não se sabe exatamente que regiões eram essas, já que os nomes dos territórios vão mudando ao longo dos séculos. "Mas arqueólogos supõem que essa região seja no noroeste da atual Arábia Saudita", diz Mark Smith, professor de estudos bíblicos da Universidade de Nova York. E isso diz muito.

Os autores dos primeiros textos da Bíblia viviam na antiga Canaã, uma região do Oriente Médio onde hoje estão Israel, os territórios palestinos e partes da Síria e do Líbano. Ali se formaram algumas das primeiras civilizações da história, há 10 mil anos. E por volta de 1000 A.C., já era um território disputado (como nunca deixou de ser, por sinal). Estava dividido numa miríade de tribos, as dos israelitas, a dos hititas, a dos jebedeus...

Apesar das rivalidades, todas tinham culturas parecidas. Reverenciavam o mesmo panteão de deuses, por exemplo. Mas Jeová, pelo jeito, não era um deles. Teria sido importado das áreas mais desérticas do sul.

Outra evidência disso é a associação de seu nome com os chamados Shasu. Shasu é um termo egípcio que significa "nômade" ou "beduíno". Algumas inscrições egípcias mencionam um "Javé dos Shasu".

Uma possibilidade, então, é que nômades do deserto teriam se incorporado às tribos israelitas, trazendo o novo deus com eles. Essa divindade se embrenharia no meio da GRANDE MITOLOGIA DESSE POVO: O panteão de deuses cananeus. Mas quem eram essas divindades? As melhores pistas a esse respeito vêm de Ugarit, uma antiga cidade encontrada durante escavações arqueológicas na atual Síria. Ela foi destruída por invasores em 1200 A.C., quando os israelitas ainda eram um povo em formação. 

As inscrições encontradas ali, então, servem como uma cápsula do tempo. Revelam o contexto cultural em que nasceu a mitologia israelita, mostra como era a mitologia dos antepassados dos escritores da Bíblia. E os deuses em que eles acreditavam seriam fundamentais para a BIOGRAFIA DE JEOVÁ. O panteão de Ugarit é bem grandinho, mas algumas figuras se destacam. Há o pai dos deuses e dos homens, o idoso, bondoso e barbudo El; sua esposa, Asherah, deusa da vegetação e da fertilidade; a filha dos dois, Anat, feroz deusa do amor; e o filho adotivo do casal, Baal, deus da guerra e da tempestade que morre, ressuscita e derrota as divindades malignas Yamm (o Mar) e Mot (a Morte).

Muitos estudiosos especulam que as tribos israelitas originalmente tinham El como seu deus supremo. Afinal, o nome do povo bíblico também termina com o elemento - El. "Esse tipo de nome próprio, conhecido como teofórico (‘portador de um deus’, em grego), costuma dar pistas sobre o ente divino que o dono do nome venera", diz Airton José da Silva, professor de Antigo Testamento da Arquidiocese de Ribeirão Preto.

Mas os indícios a respeito de El vão além da nomenclatura. O deus cananeu também tem uma relação especial com os chefes de clãs, prometendo-lhes uma vasta descendência - exatamente o que Deus faria depois na Bíblia ao selar uma aliança com os ancestrais dos israelitas, Abraão, Isaac e Jacó. "El é o deus desses patriarcas", diz Christine Hayes, professora de estudos judaicos de Yale.

Deus do deserto
Jeová pode ter sido uma divindade trazida do deserto por nômades que se embrenharam nas tribos israelitas, quando elas ainda estavam em formação na região de Canaã. Aí ele se junta aos deuses cananeus, como Baal e El, o altíssimo.

Adulto
"Israel é a minha herança", brada o impetuoso deus do deserto. Diante dele, a assembleia dos deuses de Canaã se sente cada vez mais intimidada. E, numa escalada de poder sem precedentes, o guerreiro chega a ser considerado idêntico ao próprio El como criador e governador do mundo. A própria esposa do antigo senhor dos deuses passa às mãos do novato. 

Uma ameaça pairava sobre os deuses de Canaã. ERA A AMBIÇÃO DE JEOVÁ. O novo deus começou a buscar seu lugar entre as antigas divindades cananeias. E teve sucesso. Com sua personalidade forte, foi ganhando espaço dentro da mitologia israelita, tomando o terreno dos deuses criados pelos povos cananeus.

A maior prova disso está em outro texto poético dos mais antigos da Bíblia, o Salmo 82. Ele nos apresenta o chamado "conselho divino": Uma espécie de Câmara dos Deputados dos deuses, na qual eles se reúnem para discutir assuntos importantes, um indício de que o Salmo foi escrito antes do próprio início da Bíblia, que já começa apresentando Jeová como deus único. A ideia, ali, é que El preside o conselho e seus filhos ou subordinados discursam. Lá, Jeová aparentemente perde a paciência: "Deus se levanta no conselho divino,/em meio aos deuses ele julga:/"Até quando vocês julgarão injustamente,/sustentando a causa dos injustos? (...) "Eu declaro: Embora vocês sejam deuses,/e todos filhos do Altíssimo,/morrerão como qualquer homem". Trocando em miúdos menos rebuscados: "Quem manda aqui sou eu".

É difícil dizer a que período da história israelita corresponde esse momento em que, na Imaginação Religiosa Das Pessoas, Jeová começou a impor sua vontade perante os deuses cananeus. Talvez o fenômeno tenha a ver com a consolidação de Israel como povo distinto dos demais cananeus: A adoração a uma divindade unicamente israelita pode ter emergido como um elemento-chave nessa consciência "nacionalista" dos ancestrais dos judeus.

Para completar essa nova fase na vida do Senhor, que poderíamos chamar de começo da vida adulta, falta ainda um elemento crucial. Lembre-se do impetuoso deus guerreiro Baal. O que parece ocorrer, segundo Mark Smith e outros especialistas, é que JEOVÁ SE "BAALIZA", virando uma mistura de El e Baal, com ligeira predominância do segundo.

As evidências: Jeová e Baal estão associados a tempestades, vulcões, fogo e terremoto; ambos são guerreiros invencíveis que habitam o alto de montanhas (Baal vive no lendário monte Zafon, Jeová, no Sinai). E a semelhança fica ainda mais detalhada.

Na tradição mitológica de Canaã, quem tinha triunfado contra Yamm, o deus caótico do mar, era Baal, MAS OS TEXTOS DA BÍBLIA ATRIBUEM ESSA VITÓRIA - ADIVINHE SÓ - A JEOVÁ. Mais sugestivo ainda: Alguns Salmos parecem ter sido originalmente hinos a Baal que acabaram adaptados para o culto ao Senhor dos israelitas. Só que Jeová vai muito além das intervenções típicas de Baal no mundo. Na mitologia israelita, sua grande vitória não é contra o mar, mas, sim, usando o mar como arma contra o faraó que tinha escravizado o povo hebreu no Egito. Escolhendo o profeta Moisés como seu emissário, conforme conta o livro bíblico do Êxodo, o novo deus guerreiro puniu os egípcios com uma sucessão de pragas e, como grand finale, destruiu "carros de guerra e cavaleiros" do faraó afundando-os no mar, se glorificando na morte.

A diferença em relação a Baal é que o Senhor seria capaz de agir não só num passado mítico mas na própria história dos israelitas. Ele é literalmente "o Senhor dos Exércitos de Israel", aquele que promete a vitória em batalha em troca da fidelidade religiosa do povo. Daí em diante, Deus nunca deixa de ser, em grande medida, um guerreiro, ou melhor, um matador.

Além de herdar o trono de El na mitologia israelita, Jeová também pode ter levado Asherah, a mulher do velho deus. Eis aí uma possibilidade para a qual a Bíblia não prepara seus leitores. Os profetas bíblicos vivem chiando contra o fato de que os israelitas estariam se "prostituindo" (metaforicamente, e talvez literalmente também, via orgias rituais) nos altares de Asherah. Mas inscrições achadas ao longo do século 20, como as de Kuntillet Ajrud, um pit stop de caravanas no deserto do Sinai, poderiam indicar que o deus e a deusa não eram inimigos, e sim um casal.

As inscrições, datadas em torno do ano 800 A.C., dizem coisas como "a bênção para ti por Jeová de Teiman e sua Asherah". Seja como for, mesmo se o casamento ainda existisse, Jeová logo optaria por um divórcio - daqueles litigiosos, barra-pesada, nos quais o pai joga os filhos contra a mãe.

Casal maior
Inscrições do do século 9 A.C., dão a entender que Jeová tinha se casado com Asherah, a maior divindade feminina de Canaã. Era uma interpretação israelita da mitologia da região: O deus daquele povo tomava para si a esposa de El.


Homem feito
A última resistência da antiga assembleia divina parte de Baal. Sem pestanejar, Jeová o elimina. Asherah tem o mesmo destino trágico. Daqui por diante ele estará sozinho nos céus. E alcança a serenidade. HORA DE FAZER AS PAZES COM A HUMANIDADE. E UM SACRIFÍCIO.

Seu grande momento estava chegando. Era a hora da virada para Jeová. Ele deixaria de ser mais um deus. E viraria o Único. No mundo real, esse momento teve data: Foi a reforma religiosa introduzida por Josias (649 - 609 A.C.), rei de Judá. Antes, porém, um interlúdio político.

Àquela altura, a nação das tribos israelitas de Canaã tinha sido dividida em dois reinos. Um ao norte, o de Israel, e um ao sul, o de Judá. E o de cima havia sido derrotado e conquistado pelo Império Assírio.

Josias não queria o mesmo destino. E parte de seus esforços para fortalecer a unidade interna de Judá e resistir aos invasores foi uma maior centralização da vida religiosa do reino. Para isso, ele começou a transformar Jeová no único deus adorado por seus súditos. Por decreto, estruindo altares a outras divindades, como El, Baal... E Asherah. Esse foi o divórcio.

Também é possível que date do reinado de Josias o ataque final dos fiéis de Jeová ao culto a Baal, muito criticado pelos profetas dessa época. Para a maior parte dos israelitas, não era problema adorar a Javé e a Baal ao mesmo tempo. É que outra especialidade do antigo deus cananeu era a agricultura - ele mandava chuva para regar as colheitas. Até então, embora Jeová tivesse tomado conta das funções guerreiras de Baal, nada indicava que ele também pudesse bancar o regador de plantas. Mas os profetas israelitas passam, então, a afirmar que o mandachuva era ele.

Essa expulsão definitiva de Baal do panteão explica o episódio do bezerro de ouro durante a passagem dos israelitas pelo deserto. Para quem não se lembra, o povo de Deus, cansado de esperar que Moisés volte do monte Sinai, constrói uma estátua de ouro de um bezerro (emblema de Baal). Tanto Moisés quanto Jeová ficam enfurecidos, e milhares de israelitas morrem como punição pela infidelidade do povo.

AS IDEIAS DE JOSIAS MARCARIAM PARA SEMPRE A VISÃO QUE TEMOS DE DEUS. E mais ainda depois que esse rei acabou morto. Na geração dos filhos do monarca reformista, o reino de Judá seria riscado do mapa e Jerusalém, a capital, acabaria conquistada pela Babilônia. Mas a adversidade do povo teve o efeito oposto em sua fé. No mundo mitológico, Jeová se fortalecia como nunca. Com a nação agora indefesa militarmente, era a hora de reafirmar que o deus da nação, ao menos, era todo-poderoso. Nisso os profetas israelitas diziam que só Jeová tinha existência, vida e poder; os outros deuses eram meras imagens de pedra, metal ou madeira. Era nada menos que a INAUGURAÇÃO DO MONOTEÍSMO, um momento tão importante na história da espiritualidade quanto A ADOÇÃO DO CRISTIANISMO COMO RELIGIÃO OFICIAL DO IMPÉRIO ROMANO seria bem mais tarde. E ERA ESSE JEOVÁ ÚNICO QUE IRIA PARA A BÍBLIA. E se tornaria a imagem de Deus no mundo ocidental.

Um Deus, agora, não só dos israelitas. Mas da humanidade inteira. O Deus que criou o mundo, que fez o homem à sua imagem e semelhança. E que, de certa forma, era a imagem e semelhança do Jeová pré-Bíblia: O Deus guerreiro, militar, que pune com rigidez os erros de seus adoradores. O Velho Testamento está recheado de castigos divinos, dos mais leves, como transformar o fiel Jó, um milionário, em um mendigo, como um teste para sua fé, até o dilúvio universal, praticamente um restart no mundo depois de ter concluído que a humanidade não tinha mais jeito. A justificativa para tal comportamento está na própria história de Israel. A ideia era acreditar que os maus bocados pelos quais a nação passou nas mãos de assírios e babilônios eram provações divinas, que, se o povo mantivesse sua fé, tudo acabaria bem.

Mas Deus surge na Bíblia como algo mais complexo que um mero feitor. Usando os paralelos deste texto, seria como se Ele tivesse amadurecido depois que Josias e os profetas o aclamam Deus único. Jeová fica menos humano, menos falível. Passa a ser uma entidade transcendental de fato. Começa a afirmar aos seres humanos que "os meus caminhos não são os seus caminhos", a ideia hoje familiar de que Deus escreve certo por linhas tortas.

Mas o caráter divino só se completaria mesmo no século 1. O primeiro século depois de seu filho, quando o Novo Testamento foi escrito. É a metamorfose mais radical do guerreiro Jeová. Encarnado na figura de Jesus, Deus apresenta uma nova solução para a humanidade. Em vez de castigar ou destruir os homens mais uma vez, decide purgar os pecados dos mortais com outro sacrifício: O Dele próprio. Morre o corpo do Deus encarnado, não o espírito divino. Este, agora mais sereno, continuou zelando por nós. E assim será. Até o fim dos tempos. E acaba assim a nossa história, certo?

Claro que não. A saga de Jeová é só um dos reflexos de uma epopeia maior: A da HUMANIDADE BUSCANDO UM SENTIDO PARA A EXISTÊNCIA. Nesse aspecto, continuamos tão perdidos quanto os antigos que não sabiam por que o trovão trovejava ou o que as estrelas faziam pregadas no céu. Ainda não sabemos por que estamos aqui. E a única certeza é que vamos continuar buscando respostas. Seja o que Deus quiser.

Fonte: The Early History of God. Mark Smith, Wm. B. Eerdmans Publishing. / Deus, uma Biografia. Jack Miles, Companhia das Letras. Artigo publicado na Super Interessante 


Conclusão
A conclusão que chegamos lendo este artigo, é que Jeová o deus famoso dos judeus é um mito, e o que os autores registraram no velho testamento são invenções exageradas. Jeová continua sendo o falso deus, pois é difícil de engolir um deus imutável se comportar de uma forma no passado, e no presente manda seu filho bonzinho, pra fazer sacrifício pelas cagadas dos homens. A bíblia é o livro mais contraditório do mundo, pois contém mentiras grosseiras, é um conjunto de livros de vários autores desconhecidos, e cada qual escreveu à sua maneira. Quem produz deuses é a mente humana. O fato é: Alguém criou o homem, e todo esse sistema de vida no qual estamos inseridos. As coisas não vem do nada.

25 comentários:

  1. Se é este o caminho que quer seguir, eu não me detenho mais nele.
    Boa sorte.

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  2. uai mas vc acredita que jeova e jesus sao a mesma coisa ou nao???

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    1. Pela bíblia são dois personagens, suas obras são opostas. Um nada tem haver com o outro, mas ambos folclore e ficção.

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    2. Olá irmão, qual a diferença dos livros que você lê e o da bíblia? Qual a diferença das estórias dos Sumérios, Gregos de outros povos com as estórias da bíblia. Pesquise um pouco e verá que o livro que tem mais manuscritos em nosso mundo é a bíblia ( mais de 15 mil e aumentando). O livro mais estudado do mundo é a bíblia, o livro que contém as cópias mais recentes dos originais ( que sumiram é lógico ) são da bíblia. No momento que você diz que a bíblia é folclore você também esta dizendo que os livros de histórias são, ou seja, nenhum livro é verdade. Pesquise em outras fontes sobre O Salvador, e ficara surpreso em encontrar citações Dele. Os maiores historiadores do mundo são claros em afirmar que realmente O Salvador existiu, isso já não é nem mais discutido. Agora se você não quer crer , então não pode crer em mais nenhum livro. Seus argumentos são fracos e sem nenhuma base, já que essa são também de outros livros. QUE O PAI FAÇA CASA EM SUA MORADA. QUEM FAZ A REVELAÇÃO NÃO SÃO OS HOMENS E SIM O ESPIRITO DO CONSOLADOR.

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    3. Sr. Rinaldo Felippe. A mente do homem e sua necessidade de crer na espiritualidade que cria os chamados deuses (ou o tal deus único), mitos e salvadores da pátria. O homem tem necessidade de se sentir protegido por alguma entidade superior a ele. Agora vamos por partes:
      A diferença entre a bíblia e os outros que vc. citou é que ela já é um plagio posterior aos demais, ou seja, se os outros forem mitos inventados pela mente humana, a bíblia é o mito derivado dos mitos, mito reforçado.
      VOCÊ DISSE:>>> Os maiores historiadores do mundo são claros em afirmar que realmente O Salvador existiu, isso já não é nem mais discutido.<<<<<
      Evite a chamada falácia do APELO À AUTORIDADE, pois afinal quem pode ser uma autoridade idônea e incontestável neste tema??? Você fala de citações de um Salvador no qual vc. crê piamente por pura e simples fé pessoal, mas quem te garante que são reais e verdadeiras as citações atribuídas a ele por homens autores e escribas de tais livros??? Isto se ele realmente existiu, fato que também carece de prova histórica concreta. Jesus não escreveu nenhum livro e pelo que se sabe nenhum de seus apóstolos citados era seu escriba pessoal a tiracolo. Todas as citações a ele atribuídas foram escritas somente (por religiosos)décadas após sua morte e hipotética ressurreição. Você tem noção do quanto longo é esse tempo para guardar tudo o que ele disse apenas na memória, no boca a boca e no disse me disse???
      DEPOIS VC DISSE:>>>> Agora se você não quer crer , então não pode crer em mais nenhum livro.<<<< Aqui que está o problema maniqueísta proposto por você. Vc. pode CRER no que quiser, até no papai noel, no coelhinho da páscoa e na fadinha do dente, pois isso é uma questão puramente pessoal sua. Agora se vc. quer buscar a VERDADE, procure ler e pesquisar à luz da RAZÃO e nunca da CRENÇA. Mais razão à luz dos fatos comprováveis e menos religião à luz de enésimas crenças de cada um.

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  3. Uma força maligna criou o mundo material e o homem, mas uma força eterna do bem nos deu a salvação espiritual, onde não iremos mais viver as mazelas desse mundo sujo em que vivemos.
    Cristo, por Deus Pai nos deu essa benção eterna.
    Obs: na sua conclusão você escrever "grosseiras" com um s apenas.

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  4. Nestas escritas percebo que se vê um deus montado como base em jeova sobre tais pensamentos. Nos seus estudos pude perceber que existia algo diferente detectado de Cristo, diferente dos achados em varias culturas com proposito de confusão. E tinha fundamento baseado no principio de que o PAI não faz filho na carne. Mas, sim espirituais! O plano de resgate faz sentido, no entendimento de um AMOR INCONDICIONAL! E consegui perceber que até o filho espiritual mesmo no seu desejo de emancipação em criar um mundo material, vi no PAI o resgate deste também! O Sam Harris, não tem esta informação a qual vc descortinou. Pergunto-me como seria se a mente estivesse aberta para pelo menos ver e entender seu antigo pensamento? Como explicar o mundo metafísico? Pois no meu vê ele é real; por mais que a mente seja capaz de criar imaginação! Entendo que existe algo sobrenatural agindo. Como o vento que não vemos. Mas, sabemos que existe! Grato pela oportunidade! Abs! Vamos aos pensamentos na possibilidades de descortina-los! Que a luz se revele! Desde que a mente não busque sardinha própria, mas que se tenha a vontade de descobri-lo e compartilhar como você faz mesmo que seja duro a muitas mentes! Que as mentes esteja aberta ao bom diálogo e sadio debate! Continuemos!

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  5. amigo,entao vc acredita que jesus tambem e uma farsa??Assim como jeova jesus nos engana???Pois sigo seus estudos a bastante tempo,e vc parecia acreditar em jesus como nossa unica salvaçao,entao vc nao acredita nem em jesus mais,é isso??Obrigado,aguardo sua resposta,admiro seus estudos

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    1. Sim amigo foi bom estudarmos juntos, debatermos dentro daquela visão e daquela forma de enxergar as coisas e a religião. Mas hoje não é mais assim, tudo ficará claro com os próximos estudos...

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  6. Ola de novo acabei de perceber que vc mudou o raciocinio e ate mesmo tirou a imem do cristo.Bom eu ja comentei varias vees no seu blog,fiz perguntas idiotas como"por que jeova criou os dinossauros" e tambem te indaguei "porque o pai nao acabava com tudo ja que ele e mais poderoso que jeova". Sabe meu irmao eu tenho uma doenca cronica que por muitas veze tentei curar,pedia a jesus que me curasse e pensava porque jesus curou tantas pessoas e nao cura a mim,nao so a mim mas jesus vira as costas para cada um que nasce sofre e morre nesse mundo.Com o tempo percebi que nao fazia diferença nenhuma acreditar em jesus ou nao,porque ele nao se mostra,contrario do mal que se mostra a todo instante. Isso foi a muito tempo,e eu nao acreditava em nada alem da sacanagem que haviam feito conosco,ate que um dia eu vi os seus estudos e vc me deu ESPERANÇA,nao fe,pois fe eu nunca mais vou ter,mas vc me dava esperança que jesus podia ser verdadeiro e nao uma farsa apesar de todas as evidencias.Eu espero que vc nao tenha mudado de opiniao por nenhuma conveniencia,e que se vc realmente chegou a conclusao como eu, de que todos estamos fudidos e nao tem salvaçao,que vc tenha paz e nao tenha medo,é realmente muito triste no principio,depois tudo em volta começa a nao importar,vc se sente como se tivessem tirado tudo que vc ja foi um dia,e por fim espera a morte com um medo real da realidade e de ter algo pior. Abraco apertado e acredite em vc e em mais ninguem.Obrigado por tudo que aprendi com vc,mas no fim vc chegou a mesma conclusao que eu. Nos somos a merda ambulante do mundo amigo e só o medo e o sofrimento e real!!!! Mas vvou continuar tendo um minimo de esperança em jesus,diminui o sofrimento!! Pela amor de deus NAO PONHA FILHOS NO MUNDO!!!KKKK

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    1. Irmão vou te falar uma coisa, ter uma visão realista da vida é duro, muito duro. A questão de desgraças acontecerem e jesus não fazer nada, sempre me incomodou. A vida é cruel com a maioria, e bela com alguns, mas até esses "poucos alguns" tem suas dores. Não é porque temos problemas, falta de recurso, alguma doença que somos menos do que aqueles que derrepente tem saúde, dinheiro, amigos e família. Todos somos iguais e somos nada, vamos todos pro mesmo buraco. Rico ou pobre, feio ou bonito, burro ou inteligente, somos feito da mesma matéria.

      Ter esperança é algo maravilhoso que você deve ter. Se quiser acreditar em Jesus, fique a vontade mas é uma ilusão, mas porque não mergulhar numa ilusão quando a realidade é ruim? Essa é uma decisão pessoal. Você pode ter esperança na medicina que algum dia possam achar a cura de alguma doença.

      Você pode ter pensamentos positivos também,,, O fato é o seguinte: Devemos ser felizes do jeito que estamos, façamos a nossa felicidade do jeito que dá. Devemos sorrir sempre mesmo que tudo esteja uma merda. O riso é um remédio. Vamos ser felizes agora, pois depois da morte pode não ter nada.

      Se ter esperança em jesus diminui o seu sofrimento vá em frente. Mas eu pessoalmente quero focar em auto conhecimento, realizar o que for possível e no amor, na caridade ao próximo, sem religião.

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    2. Mas Calebe, antes vc acreditava piamente no Salvador Jesus Cristo, e agora vc não acredita mais? Por que essa apostasia agora na altura do "campeonato"? Sempre gostei do blog, inclusive passei para várias pessoas, assisti também no you tube. Vc é salvo por Jesus ou não? Vc já relatou que Jesus é o caminho, a verdade e a vida. E agora??

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    3. Eu acreditava que Jesus era real, mas eu acordei e consegui enxergar que Jesus foi um cara legal e só. Jesus não é deus, o jesus pintado nos evangelhos é uma invenção, uma fraude... Por mais aparência de boa que seja. Jesus é apenas um Jeová melhorado.... Jesus é o caminho da religião e não da verdade. Alias a verdade e a mentira estão de mãos dadas na bíblia. Fico apenas com a mensagem do amor, o resto ficou para traz. Quanto a salvação minha visão esta num estudo completo em publicações.
      Mas o irmão é livre para seguir o que quiser...

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  7. até mesmo a frase ocultista diz..

    Homem , conheceça-te a ti mesmo e conhecerás a Deus...

    deus... que deus...
    homem... que homem? o guardião do humbral?
    conhecerás... vc conheceu... será mesmo?

    E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
    E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.
    E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.
    Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;
    E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, a oitava pessoa, o pregoeiro da justiça, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;
    E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente;
    E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis
    (Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, por isso via e ouvia sobre as suas obras injustas);
    Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados;
    Mas principalmente aqueles que segundo a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as autoridades; atrevidos, obstinados, não receando blasfemar das dignidades;
    Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor.
    Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção,
    Recebendo o galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites quotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco;
    Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição;
    Os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça;
    Mas teve a repreensão da sua transgressão; o mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta.
    Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva.
    Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções, aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro,
    Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.
    Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro.
    Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;
    Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama.
    2 Pedro 2:1-22

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  8. Jesus te ama Calebe...

    ...e muitas pessoas tiveram a fé renovada depois de ler os seus posts, não só esse claro... pois pesquisa em internet é extensa...


    Mas Jesus te ama... e diga oque voce quiser, que não acredita e que isso e aquilo... e caixa de fosforo...


    Eu nao vou desistir de você... voce em um dos seus post escreveu...

    "...e jesus? Jesus te ama demais!! "
    Eu havia me esquecido disso...

    Pois nunca fui simpatizande do deus do V.T... mas tinha que engoli-lo por causa das principais vertentes da religião...

    O gnosticismo, apesar da familiaridade... em meu coração... não expressa Cristo Jesus... e isso foi ruim para mim...

    Até pérceber que a verdade estava ali...na minha cara... e foi vc um dos que me ajudaram a perceber isso...

    O Caminho é estreito mas a porta ainda esta aberta.

    Volta ok? Apenas para dizer oi... quanto aos posts... bom.. fico com os antigos.


    paz.




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  9. É irmão Calebe,o que o irmão Jimi escreveu é a pura verdade.Passei por momentos parecidissimos com os dele,e foi aqui que reencontrei fôlego depois que vi minha fé quase naufragar.
    Agora quem está precisando é você ,por isso não te deixaremos morrer na praia.
    Matéria é energia condensada,e nem sempre é boa ,mas a energia pode ser usada para nobres propósitos,e é por isso que estamos aqui.Lembra-se do pai próton e do filho neutron?
    Pois é Jesus saiu de sua órbita para que nós pudéssemos retornar á nossa verdadeira atomicidade,pois disse :...Vou preparar-vos lugar e quando vier vos levarei para que estejais sempre comigo.
    Ele é o Rei potente que do Céu Deus nos mandou,Luz que á todos ilumina,Luz que nos iluminou.
    Nós te amamos irmão,fica na paz do Senhor Jesus.

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  10. Acho que assim dá pra entender melhor o mundo
    Quem é Jeová
    hhttps://www.youtube.com/watch?

    Quem criou o nosso corpo material
    https://www.youtube.com/watch?v=bhtP94hrYbI

    JESUS NÃO É O MESSIAS DE ISRAEL - Ele é O FILHO UNIGENITO DO VERDADEIRO DEUS
    https://www.youtube.com/watch?v=3-DkUDJk_gY

    O Espírito Santo isenta os cristãos das leis de Moisés https://www.youtube.com/watch?v=HqfbxDfD__A

    E Estamos aprisionados a 320 mil anos por YALDABAOTH=JEOVÁ (Anjo ou alienígena que se passa por Deus)
    https://www.facebook.com/320.000anos/info/?tab=page_info

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    1. Obrigado Aprendiz vou procurar assistir á todos.

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  11. João 4:25,26
    1 João 2:22,23

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    1. Obrigado APRENDIZ vou procurar assistir á todos.

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  12. Inicialmente seus textos faziam muito sentido eu fiquei impressionado com sua inteligência,mas agora vendo você mudar de opinião como muda de roupa,vi que você é só mais um ser humano fraco como os outros,você ta mais perdido do que seus leitores,comigo sua credibilidade foi a zero,e com certeza você vai perder a de muitos outros leitores.

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    1. Fernando, quando resolvi colocar o blog no ar com aquela visão, a situação foi a mesma. Não tive o apoio de ninguém, e uma meia duzia apoiava e gostava do jeito como a visão era exposta, de resto era uma avalanche de criticas e reprovações.

      Hoje mudei minha maneira de encarar a religião, a bíblia, a deus. E de maneira nenhuma meus conhecimentos e pesquisas antigas não servem mais pra nada, hoje tenho bagagem suficiente, por isso cheguei aonde cheguei.

      Muitos gostaram da nova visão, ja outros como você fez cara feia. Meu blog existe para debater ideias, fé e religião. Não mudei de visão pra agradar ninguém. Você tem direito de aprovar ou não, por isso vivemos numa democracia.

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  13. jesus realmente é um mito cara ...pelo menos a visao dele divino..e tem muitas provas disso

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