quarta-feira, 17 de abril de 2013

QUEM ESCREVEU A BÍBLIA?

Em algum lugar do Oriente Médio, por volta do século 10 a.C., uma pessoa decidiu escrever um livro. Pegou uma pena, nanquim e folhas de papiro (uma planta importada do Egito) e começou a contar uma história mágica, diferente de tudo o que já havia sido escrito. Era tão forte, mas tão forte, que virou uma obsessão. 

Durante os 1.000 anos seguintes, outras pessoas continuariam reescrevendo, rasurando e compilando aquele texto, que viria a se tornar o maior best seller de todos os tempos: A Bíblia. Ela apresentou uma teoria para o surgimento do homem, trouxe os fundamentos do judaísmo e do cristianismo, influenciou o surgimento do islã, mudou a história da arte – sem a Bíblia, não existiriam os afrescos de Michelangelo nem os quadros de Leonardo da Vinci, e nos legou noções básicas da vida moderna, como os direitos humanos e o livre-arbítrio. 

Mas quem escreveu, afinal, o livro mais importante que a humanidade já viu? Quem era e o que pensavam essas pessoas? Como criaram o enredo, e quem ditou a voz e o estilo de Deus? O que está na Bíblia deve ser levado ao pé da letra, o que até hoje provoca conflitos armados? A resposta tradicional você já conhece: Segundo a tradição judaico-cristã, o autor da Bíblia é o próprio Todo-Poderoso. E ponto final. 

Mas a verdade é um pouco mais complexa que isso. A própria Igreja admite que a revelação divina só veio até nós por meio de mãos humanas. A palavra do Senhor é sagrada, mas foi escrita por reles mortais. Como não sobraram vestígios nem evidências concretas da maioria deles, a chave para encontrá-los está na própria Bíblia. Mas ela não é um simples livro: Imagine as Escrituras como uma biblioteca inteira, que guarda textos montados pelo tempo, pela história e pela fé. Aliás, o termo “Bíblia”, que usamos no singular, vem do plural grego ta biblia ta hagia – “os livros sagrados”. 

A tradição religiosa sempre sustentou que cada livro bíblico foi escrito por um autor claramente identificável. Os 5 primeiros livros do Antigo Testamento (que no judaísmo se chamam Torá e no catolicismo Pentateuco) teriam sido escritos pelo profeta Moisés por volta de 1200 a.C. Os Salmos seriam obra do rei Davi, o autor de Juízes seria o profeta Samuel, e assim por diante. Hoje, a maioria dos estudiosos acredita que os livros sagrados foram um trabalho coletivo. E há uma boa explicação para isso.

As histórias da Bíblia derivam de lendas surgidas na chamada Terra de Canaã, que hoje corresponde a Líbano, Palestina, Israel e pedaços da Jordânia, do Egito e da Síria. Durante séculos acreditou-se que Canaã fora dominada pelos hebreus. Mas descobertas recentes da arqueologia revelam que, na maior parte do tempo, Canaã não foi um Estado, mas uma terra sem fronteiras habitada por diversos povos, os hebreus eram apenas uma entre muitas tribos que andavam por ali. Por isso, sua cultura e seus escritos foram fortemente influenciadas por vizinhos como os cananeus, que viviam ali desde o ano 5000 a.C. E eles não foram os únicos a influenciar as histórias do livro sagrado.

As raízes da árvore bíblica também remontam aos sumérios, antigos habitantes do atual Iraque, que no 3o milênio a.C. escreveram a Epopéia de Gilgamesh. Essa história, protagonizada pelo semideus Gilgamesh, menciona uma enchente que devasta o mundo (e da qual algumas pessoas se salvam construindo um barco). Notou semelhanças com a Bíblia e seus textos sobre o dilúvio, a arca de Noé, o fato de Cristo ser humano e divino ao mesmo tempo? Não é mera coincidência. “A Bíblia era uma obra aberta, com influências de muitas culturas”, afirma o especialista em história antiga Anderson Zalewsky Vargas, da UFRGS.
Foi entre os séculos 10 e 9 a.C. que os escritores hebreus começaram a colocar essa sopa multicultural no papel. Isso aconteceu após o reinado de Davi, que teria unificado as tribos hebraicas num pequeno e frágil reino por volta do ano 1.000 a.C. 

A primeira versão das Escrituras foi redigida nessa época e corresponde à maior parte do que hoje são o Gênesis e o Êxodo. Nesses livros, o tema principal é a relação passional (e às vezes conflituosa) entre Deus e os homens. Só que, logo no começo da Bíblia, já existiu uma divergência sobre o papel do homem e do Senhor na história toda. Isso porque o personagem principal, Deus, é tratado por dois nomes diferentes.

Em alguns trechos ele é chamado pelo nome próprio, Yahweh, traduzido em português como Javé ou Jeová. É um tratamento informal, como se o autor fosse íntimo de Deus. Em outros pontos, o Todo-Poderoso é chamado de Elohim, um título respeitoso e distante (que pode ser traduzido simplesmente como “Deus”). Como se explica isso? Para os fundamentalistas, não tem conversa: Moisés escreveu tudo sozinho e usou os dois nomes simplesmente porque quis. Só que um trecho desse texto narra a morte do próprio Moisés. Isso indica que ele não é o único autor. Os historiadores e a maioria dos religiosos aceitam outra teoria: Esses textos tiveram pelo menos outros dois editores.

Acredita-se que os trechos que falam de Javé sejam os mais antigos, escritos numa época em que a religiosidade era menos formal. Eles contêm uma passagem reveladora: Antes da criação do mundo, “Yahweh não derramara chuva sobre a terra, e nem havia homem para lavrar o solo”. Essa frase, “não havia homem para lavrar o solo”, indica que, na primeira versão da Bíblia, o homem não era apenas mais uma criação de Deus, ele desempenha um papel ativo e fundamental na história toda. “Nesse relato, o homem é co-criador do mundo”, diz o teólogo Humberto Gonçalves, do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, no Rio Grande do Sul.

Pelo nome que usa para se referir a Deus (Javé), o autor desses trechos foi apelidado de Javista. Já o outro autor, que teria vivido por volta de 850 a.C., é apelidado de Eloísta. Mais sisudo e religioso, ele compôs uma narrativa bastante diferente. Ao contrário do Deus-Javé, que fez o mundo num único dia, o Deus-Elohim levou 6 (e descansou no 7º). Nessa história, a criação é um ato exclusivo de Deus, e o homem surge apenas no 6º dia, junto aos animais.
Tempos mais tarde, os dois relatos foram misturados por editores anônimos, e a narrativa do Eloísta, mais comportada, foi parar no início das Escrituras. Começando por aquela frase incrivelmente simples e poderosa, notória até entre quem nunca leu a Bíblia: “E, no início, Deus criou o céu e a terra...”

Em 589 a.C., Jerusalém foi arrasada pelos babilônios, e grande parte da população foi aprisionada e levada para o atual Iraque. Décadas depois, os hebreus foram libertados por Ciro, senhor do Império Persa, um conquistador “esclarecido”, que tinha tolerância religiosa. Aos poucos, os hebreus retornaram a Canaã, mas com sua fé transformada. Agora os sacerdotes judaicos rejeitavam o politeísmo e diziam que Javé era o único e absoluto deus do Universo. “O monoteísmo pode ter surgido pelo contato com os persas, a religião deles, o masdeísmo, pregava a existência de um deus bondoso, Ahura Mazda, em constante combate contra um deus maligno, Arimã. Essa noção se reflete até na ideia cristã de um combate entre Deus e o Diabo”, afirma Zalewsky, da UFRGS.

A versão final do Pentateuco surgiu por volta de 389 a.C. Nessa época, um religioso chamado Esdras liderou um grupo de sacerdotes que mudaram radicalmente o judaísmo, a começar por suas escrituras. Eles editaram os livros anteriores e escreveram a maior parte dos livros Deuteronômio, Números, Levítico e também um dos pontos altos da Bíblia: Os 10 Mandamentos. 
Além de afirmar o monoteísmo sem sombra de dúvidas (“amarás a Deus acima de todas as coisas” é o primeiro mandamento), a reforma conduzida por Esdras impunha leis religiosas bem rígidas, como a proibição do casamento entre hebreus e não-hebreus. Algumas das leis encontradas no Levítico se assemelham à ética moderna dos direitos humanos: “Se um estrangeiro vier morar convosco, não o maltrates. Ama-o como se fosse um de vós”.
Outras passagens, no entanto, descrevem um Senhor belicoso, vingativo e sanguinário, que ordena o extermínio de cidades inteiras, mulheres e crianças incluídas. 

“Se a religião prega a compaixão, por que os textos sagrados têm tanto ódio?”, pergunta a historiadora americana Karen Armstrong, autora de um novo e provocativo estudo sobre a Bíblia. Para os especialistas, a violência do Antigo Testamento é fruto dos séculos de guerras com os assírios e os babilônios. Os autores do livro sagrado foram influenciados por essa atmosfera de ódio, e daí surgiram as histórias em que Deus se mostra bastante violento e até cruel. Os redatores da Bíblia estavam extravasando sua angústia. Por volta do ano 200 a.C., o cânone (conjunto de livros sagrados) hebraico já estava finalizado e começou a se alastrar pelo Oriente Médio. A primeira tradução completa do Antigo Testamento é dessa época. 

Ela foi feita a mando do rei Ptolomeu 2º em Alexandria, no Egito, grande centro cultural da época. Segundo uma lenda, essa tradução (de hebraico para grego) foi realizada por 72 sábios judeus. Por isso, o texto é conhecido como Septuaginta. Além da tradução grega, também surgiram versões do Antigo Testamento no idioma aramaico, que era uma espécie de língua franca do Oriente Médio naquela época.

Dois séculos mais tarde, a Bíblia em aramaico estava bombando: Ela era a mais lida na Judéia, na Samária e na Galileia (províncias que formam os atuais territórios de Israel e da Palestina). Foi aí que um jovem judeu, grande personagem desta história, começou a se destacar. Como Sócrates, Buda e outros pensadores que mudaram o mundo, Jesus de Nazaré nada deixou por escrito, os primeiros textos sobre ele foram produzidos décadas após sua morte.
E o cristianismo já nasceu perseguido: Por se recusarem a cultuar os deuses oficiais, os cristãos eram considerados subversivos pelo Império Romano, que dominava boa parte do Oriente Médio desde o século 1 a.C. 

Foi nesse clima de medo que os cristãos passaram a colocar no papel as histórias de Jesus, que circulavam em aramaico e também em coiné, um dialeto grego falado pelos mais pobres. “Os cristãos queriam compreender suas origens e debater seus problemas de identidade”, diz o teólogo Paulo Nogueira, da Universidade Metodista de São Paulo. Para fazer isso, criaram um novo gênero literário: O evangelho. Esse termo, que vem do grego evangélion (“boa-nova”), é um tipo de narrativa religiosa contando os milagres, os ensinamentos e a vida do Messias.

A maioria dos evangelhos escritos nos séculos 1 e 2 desapareceu. Naquela época, um “livro” era um amontoado de papiros avulsos, enrolados em forma de pergaminho, podendo ser facilmente extraviados e perdidos. Mas alguns evangelhos foram copiados e recopiados à mão, por membros da Igreja. Até que, por volta do século 4, tomaram o formato de códice, um conjunto de folhas de couro encadernadas, ancestral do livro moderno. O problema é que, a essa altura do campeonato, gerações e gerações de copiadores já haviam introduzido alterações nos textos originais, seja por descuido, seja de propósito. “Muitos erros foram feitos nas cópias, erros que às vezes mudaram o sentido dos textos. Em certos casos, tais erros foram também propositais, de acordo com a teologia do escrivão”, afirma o padre e teólogo Luigi Schiavo, da Universidade Católica de Goiás. Quer ver um exemplo?

Sabe aquela famosa cena em que Jesus salva uma adúltera prestes a ser apedrejada? De acordo com especialistas, esse trecho foi inserido no Evangelho de João por algum escriba, por volta do século 3. Isso porque, na época, o cristianismo estava cortando seu cordão umbilical com o judaísmo. E apedrejar adúlteras é uma das leis que os sacerdotes-escritores judeus haviam colocado no Pentateuco. A introdução da cena em que Jesus salva a adúltera passa a ideia de que os ensinamentos de Cristo haviam superado a Torá e, portanto, os cristãos já não precisavam respeitar ao pé da letra todos os ensinamentos judeus.

A julgar pelo último livro da Bíblia cristã, o Apocalipse (que descreve o fim do mundo), o receio de ter suas narrativas “editadas” era comum entre os autores do Novo Testamento. No versículo 18, lê-se uma terrível ameaça: “Se alguém fizer acréscimos às páginas deste livro, Deus o castigará com as pragas descritas aqui”. Essa ameaça reflete bem o clima dos primeiros séculos do cristianismo: Uma verdadeira baderna teológica, com montes de seitas defendendo ideias diferentes sobre Deus e o Messias. 

A seita dos docetas, por exemplo, acreditava que Jesus não teve um corpo físico. Ele seria um espírito, e sua crucificação e morte não passariam, literalmente de ilusão de ótica. Já os ebionistas acreditavam que Jesus não nascera Filho de Deus, mas fora adotado, já adulto, pelo Senhor. A primeira tentativa de organizar esse caos das Escrituras ocorreu por volta de 142, e o responsável não foi um clérigo, mas um rico comerciante de navios chamado Marcião.

A Bíblia segundo Marcião
Ele nasceu na atual Turquia, foi para Roma, converteu-se ao cristianismo, virou um teólogo influente e resolveu montar sua própria seleção de textos sagrados. A Bíblia de Marcião era bem diferente da que conhecemos hoje. Isso porque ele simpatizava com uma seita cristã hoje desaparecida, o gnosticismo. Para os gnósticos, o Deus do Velho Testamento não era o mesmo que enviara Jesus na verdade, as duas divindades seriam inimigas mortais. O Deus hebraico era monstruoso e sanguinário, e controlava apenas o mundo material. Já o universo espiritual seria dominado por um Deus bondoso, o pai de Jesus. 

A Bíblia editada por Marcião continha apenas o Evangelho de João, 11 cartas de Paulo e nenhuma página do Velho Testamento. Se as ideias de Marcião tivessem triunfado, hoje as histórias de Adão e Eva no paraíso, a arca de Noé e a travessia do mar Vermelho não fariam parte da cultura ocidental. Mas, por volta de 170, o gnosticismo foi declarado proibido pelas autoridades eclesiásticas, e o primeiro editor da Bíblia cristã acabou excomungado.

Roma, até então pior inimiga dos cristãos, ia se rendendo à nova fé. Em 313, o imperador romano Constantino se aliou à Igreja. Ele pretendia usar a força crescente da nova religião para fortalecer seu império. Para isso, no entanto, precisava de uma fé una e sólida. A pressão de Constantino levou os mais influentes bispos cristãos a se reunirem no Concílio de Nicéia, em 325, para colocar ordem na casa de Deus. Ali, surgiu o cânone do cristianismo, a lista oficial de livros que, segundo a Igreja, realmente haviam sido inspirados por Deus.

“A escolha também era política. Um grupo afirmou seu poder e autoridade sobre os outros”, diz o padre Luigi. Esse grupo era o dos cristãos apostólicos, que ganharam poder ao se aliar com o Império Romano. Os apostólicos eram, por assim dizer, o “partido do governo”. E por isso definiram o que iria entrar, ou ser eliminado, das Escrituras.

Eles escolheram os evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João para representar a biografia oficial de Cristo, enquanto as invenções dos docetas, dos ebionistas e de outras seitas foram excluídas, e seus autores declarados hereges. Os textos excluídos do cânone ganharam o nome de “apócrifos”, palavra que vem do grego apocrypha, “o que foi ocultado”. A maioria dos apócrifos se perdeu, afinal de contas, os escribas da Igreja não estavam interessados em recopilá-los para a posteridade. 

Mas, com o surgimento da arqueologia, no século 19, pedaços desses textos foram encontrados nas areias do Oriente Médio. É o caso de um polêmico texto encontrado em 1886 no Egito. Ele é assinado por uma certa “Maria” que muitos acreditam ser a Madalena, discípula de Jesus, presente em vários trechos do Novo Testamento. O evangelho atribuído a ela é bem feminista: Madalena é descrita como uma figura tão importante quanto Pedro e os outros apóstolos. Nos primórdios do cristianismo, as mulheres eram aceitas no clero, e eram inclusive, consideradas capazes de fazer profecias. 

Foi só no século 3 que o sacerdócio virou monopólio masculino, o que explicaria a censura da apóstola e seu testemunho. Aliás, tudo indica que Madalena não foi prostituta, ideia que teria surgido por um erro na interpretação do livro sagrado. No ano 591, o papa Gregório fez um sermão dizendo que Madalena e outra mulher, também citada nas Escrituras e essa sim ex-pecadora, na verdade seriam a mesma pessoa (em 1967, o Vaticano desfez o equívoco, limpando a reputação de Maria).

Na evolução da Bíblia, foram aparecendo vários trechos machistas, e suspeitos. É o caso de uma passagem atribuída ao apóstolo Paulo: “A mulher aprenda (...) com toda a sujeição. Não permito à mulher que ensine, nem que tenha domínio sobre o homem (...) porque Adão foi formado primeiro, e depois Eva”. É provável que Paulo jamais tenha escrito essas palavras porque, na época em que ele viveu, o cristianismo não pregava a submissão da mulher. Acredita-se que essa parte tenha sido adicionada por algum escriba por volta do século 2.
Após a conversão do imperador Constantino, o eixo do cristianismo se deslocou do Oriente Médio para Roma. Só que, para completar a romanização da fé, faltava um passo: Traduzir a palavra de Deus para o latim. 

A missão coube ao teólogo Eusebius Hyeronimus, que mais tarde viria a ser canonizado com o nome de são Jerônimo. Sob ordens do papa Damaso, ele viajou a Jerusalém em 406 para aprender hebraico e traduzir o Antigo e o Novo Testamento. Não foi nada fácil: O trabalho durou 17 anos.
Daí saiu a Vulgata, a Bíblia latina, que até hoje é o texto oficial da Igreja Católica. Essa é a Bíblia que todo mundo conhece. “A Vulgata foi o alicerce da Igreja no Ocidente”, explica o padre Luigi. Ela é tão influente, mas tão influente, que até seus erros de tradução se tornaram clássicos. 

Ao traduzir uma passagem do Êxodo que descreve o semblante do profeta Moisés, são Jerônimo escreveu em latim: cornuta esse facies sua, ou seja, “sua face tinha chifres”. Esse detalhe esquisito foi levado a sério por artistas como Michelangelo, sua famosa escultura representando Moisés, hoje exposta no Vaticano, está ornada com dois belos corninhos. Tudo porque Jerônimo tropeçou na palavra hebraica karan, que pode significar tanto “chifre” quanto “raio de luz”. A tradução correta está na Septuaginta: O profeta tinha o rosto iluminado, e não chifrudo. Apesar de erros como esse, a Vulgata reinou absoluta ao longo da Idade Média durante séculos, não houve outras traduções.

O único jeito de disseminar o livro sagrado era copiá-lo à mão, tarefa realizada pelos monges copistas. Eles raramente saíam dos mosteiros e passavam a vida copiando e catalogando manuscritos antigos. Só que, às vezes, também se metiam a fazer o papel de autores.

Após a queda do Império Romano, grande parte da literatura da Antiguidade grega e romana se perdeu, foi graças ao trabalho dos monges copistas que livros como a Ilíada e a Odisséia chegaram até nós. Mas alguns deles eram meio malandros: Costumavam interpolar textos nas Escrituras Sagradas para agradar a reis e imperadores. No século 15, por exemplo, monges espanhóis trocaram o termo “babilônios” por “infiéis” no texto do Antigo Testamento, um truque para atacar os muçulmanos, que disputavam com os espanhóis a posse da península Ibérica.

Escrituras em série
Tudo isso mudou após a invenção da imprensa, em 1455. Agora ninguém mais dependia dos copistas para multiplicar os exemplares da Bíblia. Por isso, o grande foco de mudanças no texto sagrado passou a ser outro: As traduções. Em 1522, o pastor Martinho Lutero usou a imprensa para divulgar em massa sua tradução da Bíblia, que tinha feito direto do hebraico e do grego para o alemão. Era a primeira vez que o texto sagrado era vertido numa língua moderna, e a nova versão trouxe várias mudanças, que provocavam a Igreja. Logo depois um britânico, William Tyndale, ousou traduzir a Bíblia para o inglês. 

No Novo Testamento, ele traduziu a palavra ecclesia por “congregação”, em vez de “igreja”, o termo preferido pelas traduções católicas. A mudança nessa palavrinha era um desafio ao poder dos papas: Como era protestante, Tyndale tinha suas diferenças com a Igreja. Resultado? Ele foi queimado como herege em 1536. Mas até hoje seu trabalho é referência para as versões inglesas do livro sagrado.

A Bíblia chegou ao nosso idioma em 1753, quando foi publicada sua primeira tradução completa para o português, feita pelo protestante João Ferreira de Almeida. Hoje, a tradução considerada oficial é a feita pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e lançada em 2001. Ela é considerada mais simples e coloquial que as traduções anteriores. De lá para cá, a Bíblia ganhou o mundo e as línguas. Já foi vertida para mais de 300 idiomas e continua um dos livros mais influentes do mundo: Todos os anos, são publicadas 11 milhões de cópias do texto integral, e 14 milhões só do Novo Testamento.

Depois de tantos séculos de versões e contraversões, ainda não há consenso sobre a forma certa de traduzi-la. Alguns buscam traduções mais próximas do sentido e da época original, como as passagens traduzidas do hebraico pelo linguista David Rosenberg na obra O Livro de J, de 1990. Outros acham que a Bíblia deve ser modernizada para atrair leitores. O linguista Eugene Nida, que verteu a Bíblia na década de 1960, chegou ao extremo de traduzir a palavra “sestércios”, a antiga moeda romana, por “dólares”. 

Em 2008, duas versões igualmente ousadas estão agitando as Escrituras: A Green Bible (“Bíblia Verde”, ainda sem versão em português), que destaca 1.000 passagens relacionadas à ecologia, como o momento em que Jó fala sobre os animais, e a Bible Illuminated (‘Bíblia Iluminada”, em inglês), com design ultramoderno e fotos de celebridades como Nelson Mandela e Angelina Jolie. rs

A Bíblia se transforma, mas uma coisa não muda: Cada pessoa, ou grupo de pessoas, a interpreta de uma maneira diferente, às vezes, com propósitos equivocados. Em pleno século 21, pastores fundamentalistas tentam proibir o ensino da Teoria da Evolução nas escolas dos EUA, sendo que a própria Igreja aceita as teorias de Darwin desde a década de 1950. Líderes como o pastor Jerry Falwell defendem o retorno da escravidão e o apedrejamento de adúlteros, e no Oriente Médio rabinos extremistas usam trechos da Torá para justificar a ocupação de terras árabes. 

Por quê? Porque está na Bíblia, dizem os radicais. Não é nada disso. Hoje, os principais estudiosos afirmam que a Bíblia não deve ser lida como um manual de regras literais, e sim como o relato da jornada, tortuosa e cheia de percalços, do ser humano em busca de Deus. Porque esse é, afinal, o verdadeiro sentido dessa árvore de histórias regada há 3 mil anos por centenas de mãos, cabeças e corações humanos: A crença num sentido transcendente da existência.

Para saber mais
Fonte: Super Interessante. A Bíblia: Uma Biografia | Karen Armstrong, Jorge Zahar Editora, 2007. | Who Wrote the Bible? | Richard Elliott Friedman, HarperOne, 1997.

34 comentários:

  1. A Bíblia segundo Marcião

    Ele nasceu na atual Turquia, foi para Roma, converteu-se ao cristianismo, virou um teólogo influente e resolveu montar sua própria seleção de textos sagrados. A Bíblia de Marcião era bem diferente da que conhecemos hoje. Isso porque ele simpatizava com uma seita cristã hoje desaparecida, o gnosticismo. Para os gnósticos, o Deus do Velho Testamento(Jeová) não era o mesmo que enviara Jesus – na verdade, as duas divindades seriam inimigas mortais. O Deus hebraico era monstruoso e sanguinário, e controlava apenas o mundo material (vamos examinar dentro da bíblia O QUE REALMENTE A BIBLIA ENSINA - Jesus respondeu(aos judeus): “Se eu glorificar a mim mesmo, a minha glória não é nada. É MEU PAI quem me glorifica, AQUELE QUE DIZEIS SER VOSSO DEUS; Joao 8:54 - aqui acaba toda teoria de Marcião, o próprio JESUS chamou o DEUS dos judeus de SEU PAI; As Escrituras Hebraicas identificam claramente JEOVÁ como o DEUS que os judeus professavam adorar.). Já o universo espiritual seria dominado por um Deus bondoso, o pai de Jesus. A Bíblia editada por Marcião continha apenas o Evangelho de João (obs: Joao 8:54 Jesus AFIRMA que Jeová é seu PAI, portanto o próprio evangelho de Joao condena os ensinos satanicos de Marcião), 11 cartas de Paulo e nenhuma página do Velho Testamento. (obs: nas cartas de Paulo NAO EXISTE nada que sustente esta demoniaca teoria Jeová "falso deus").
    Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade. Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século(satanas/diabo) cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. 2Coríntios 4:2-4

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    1. Olá amado Calebe, bom dia!

      Eu queria compartilhar um entendimento meu com você e claro ouvir a sua opinião! Vou citar dois exemplos abaixo,o primeiro é dito por Jesus e os segundo pelo o apostolo Paulo:

      1ª-"E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue.
      Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim.
      Porque quem não é contra nós, é por nós" Marcos 9:38-40

      2ª- "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.
      Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema" Gálatas 1:8-9

      Aqui nós vemos duas situações onde Jesus não proibia seja quem for que tivesse fé Nele, poderia expulsar demônios como também é claro pregar o evangelho. Quer dizer Cristo não condenava aquele homem que estava expulsando demonios em seu nome mesmo ele não participar do grupo de apostolos. Também creio que Paulo não condenava outras pessoas de pregar o evangelho, mas sim qualquer pessoa ou até um anjo viesse pregando um OUTRO EVANGELHO que cito exemplos que seria mais ou menos assim um OUTRO EVANGELHO.

      1- Cristo não veio em carne;
      2- Cristo não era divino;
      3- Cristo casou com Maria Madalena e tendo um filho com ela;
      4- Que Jesus não fazia milagre que usava magia; e muitos outros exemplos que quisessem camuflar a vinda do Filho de Deus na terra.

      Bom não sei se você concorda comigo, mas toda a mensagem nova que aparece não carece de uma investigação antes de rejeitarmos, exemplo que um tempo atrás lendo um livro você amada identificou esse erro e me alertou sobre essas falsidades.

      Só estou dizendo isso, porque, Jesus quando esteve aqui na terra há 2012 atras Ele trouxe um novo ensinamento que não era compativel em sintonia com as ideias dos Fariseus, Saduceus e professores da Lei.

      Quer dizer que, se Jesus permitir hoje uma verdade sendo revelada pelos seus mensageiros celestes, antes de rejeitar-mos teriamos que analisar profundamente a questão, correto. Por que a propria biblia (que não é a palavra de Deus e sim Jesus é a palavra), a biblia só contem a mensagem da Palavra de Deus (JESUS) das boas novas do evagelho, parabolas e milagres de Jesus.

      O que eu expus aqui neste comentário, você poderia dar a sua opinião!?

      Abraços fraternos

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    2. Sim Calebe, nisto eu concordo com você, por isso, eu afirmo que OUTROS EVANGELHOS que surgiram com algumas hipoteses que escrevi eu não aceito. Aceito no que está em sintonia com a biblia e não o que não está. O que você disse acima eu assino em baixo em concordancia.

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    3. SOMOS COMO O VENTO, voce esta sendo incoerente nesta sua afirmaçao: " algumas hipoteses que escrevi eu não aceito. Aceito no que está em sintonia com a biblia e não o que não está." alem dessas hipoteses citadas por voce esta hipotese(teoria) "Jeova nao é o pai" nao esta em sintonia com a biblia(prova Joao 8:54) e voce à aceita. o certo seria se voce dissesse: aceito o que esta em sintonia com a biblia e o que nao esta. trocando por miúdos, me alimento da mesa de Deus e da dos demonios;(o que tambem iria contra a biblia). - Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. 1 Coríntios 10:21-22 - A PAZ AMADO








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    4. Paulo eu tenho seguido e acompanhado já um tempo o blog do irmão Calebe. Respeito o trabalho dele que não é deve ser facil e toma muito tempo. Alem também dele postar esses estudos e ainda responder a todos que pedem a ele para ver um video ou estudo de outros autores. Vejo no irmão um paciência critica e educada em responder a todos, inclusive eu, rs. Mas Paulo a minha que eu disse que concordava com o irmão Calebe é a respeito dos escritos apocrifos que são outros evangelhos com meias verdades e não estão em sintonia com a Biblia.

      A respeito do estudos postados no blog "JEOVA NÃO É O PAI", eu confesso agora que não concordo mais em alguns pontos. Não quer dizer que eu tenho que ficar chamando o meu irmão de herege, discipulo de Marcion, falso profeta ou que ele está participando da mesa dos demônios.

      Já confessei para o irmão Calebe que hoje eu sigo o LIVRO DE URÂNTIA, onde lá está resgistrado toda a história da VIDA E ENSINAMENTOS DE JESUS, sua infancia, adolescencia até a vida adulta que a história mais completa e resgistrada sobre JESUS DE NAZARÉ, junto com o que está resgistrado na biblia (suas parabolas, mensagens, milagres, nascimento e a sua morte) e muito e muito mais relatos (16 X mais). O livro de Urântia Relata toda a Criação do universo, das galaxias, dos seres celestiais, de LUcifer e motivo da sua Rebelião, de Satã que também aderiu a rebelião e também do principe deste mundo que Jesus indentificou como o diabo. Contém toda a historia da evolução do planeta Terra (Urântia o verdadeiro nome de nosso sistema), dos seres vivos, do homem, da humanidade antes da Vinda de Adão e Eva, durante e depois da queda de Adão e EVa (lembrando que Adão e Eva não aderiram a rebelião de Lucifer e sim foram enganados pelo principe deste mundo). Também é explicado que era Melquisedec rei de Salém , o porque ele não tinha principio e nem fim, e porque Jesus era da sua ordem, explica quem foi Enoch, Elias, Abraão, Noe, Jó, tudo muito detalhado em 197 DOCUMENTOS que totalizam mais de 2000 mil paginas. Conta quem escreveu os evangelhos, os erros de interpretação e tradução por descuido e por intençao, Fala da vida também de todos os discipulos, dos irmãos de Jesus que teve que cuidar como irmão-pai deles, do apostolo Paulo, do seu Primo JOão batista e tudo mais, até do homem que foi chamado para ajudar a carregar a cruz de Cristo....

      Aqui está o link do livro que se encontra gratuito na internet

      http://www.urantia.org/pt/o-livro-de-urantia

      Faça como eu , começe pela vida de Jesus da história que estamos familiarizados, se você encontrar neste relato alguma disparidade é só não ler mais...a escolha é sua...

      Abraços fraternos amado Paulo

      *Desculpe pelos erros ortograficos

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    5. Só um correção: São 196 Documentos e não os 197 que eu citei no comentário anterior.

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  2. primeiro, se voce dizer que Jesus nao chamou o Deus dos judeus(Jeová)de seu Pai; além de satanas/diabo ter cegado seus entendimentos espirituais voce tem um outro sério problema calebe; -escola-. Jesus respondeu(aos judeus): Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai, o qual dizeis que é vosso Deus.João 8:54.
    segundo, os judeus nao aceitaram a Jesus como o messias porque estavam espiritualmente cegados por seus desejos materiais egoistas,(obs: mesma condiçao do mundo atual) - Nos quais o deus deste século(satanas/diabo) cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. 2Coríntios 4:4.
    se voce nao entende Joao 8:54, como ira compreender Salmo 2 ? - terceiro
    as cartas do Apostulo Paulo eu acredito e entendo perfeitamente, Paulo foi um servo fiel, um exemplo de fidelidade a Jeová,o Pai e de seu amado Filho Jesus Cristo.

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    1. a revelação não chega a todos porque para o verdadeiro pai de Cristo não a os escolhidos do demónio Jeová vasta olhar para o velho testamento e ver que a lei era de Jeová e não do seu filho o diabo e quem mais mata e Jeová aos romanos 3-20.,21.

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  3. Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai.
    João 8:44

    Por que Jesus não disse: vós tendes por pai a Jeová?

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    1. Jeová é o diabo ou Jeová criou o diabo?

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    2. Por que Jesus não disse: vós tendes por pai a Jeová?

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    3. "Quando Jesus fala Diabo podemos entender que Jesus esta se referindo ao grande Diabo que é Jeová"... - a pessoa que "entende" desse jeito é porque esta com a mente completamente cegada por satanas/diabo, porque nao é isso que Jesus esta dizendo Jesus foi bem claro: Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.João 8:44; esperimente esta carapuça de João 8:44 pra vê se não lhe serve - "Jeová passou o principado do mundo ao Diabo seu filho anjo, e isso aconteceu exatamente na época de Nabucodonosor."... voce esta falando do que lhe é proprio, mostrando de quem voce é filho; Joao 8:44 Jesus esta falando claramente do Jardim do Edem. Jeova nao é Pai do diabo, satanas/diabo se tornou por si só diabo(se rebelou contra Jeova Deus, e você esta fazendo parte desta rebeliao). "E Jesus também chama de diabo todos os mentirosos e traidores, pois a palavra diabo significa inimigo e adversário"... a palavra diabo nao significa inimigo e adversário; a palavra diabo significa isso que voce esta sendo,caluniador. "Podemos então chamar Satanás de diabinho perto de Jeová o grande Dragão e Diabão"... - Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.Hebreus 4:12 - a blasfemia é o forte da adoraçao a satanas/diabo, por esta infeliz resposta que voce deu, pela palavra de Deus,a bilbia, fica claro discernir a intençao do seu coraçao e dos seus pensamentos; blasfema,blasfema, blasfema,e nada mais.

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    4. Pode responder?
      1 - A antiga serpente de Apocalipse 12:9 é a mesma do relato de Gênesis no jardim do Éden?
      2 - Quando Jesus em João 8:44 diz: "Ele foi (homicida) desde o (princípio)...". Está a referir-se a quem?
      3 - "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia," - 2 coríntios 11:3. Quem é esta serpente que o Apostolo Paulo fala?

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    5. Se Satanás nunca foi perfeito.
      1 - Porque Jesus disse que ele não permaneceu (firme) na verdade?
      2 - O que era a verdade?
      Obrigada
      Paula

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    6. Boa tarde, Calebe

      1 - Satanás foi um (ser) criado por Jeová. É verdade.
      Ele foi um (anjo) criado por Jeová que (não permaneceu) "FIRME" na (verdade).
      Jesus diz claramente que Satanás é o ("PAI") da mentira - foi Satanás quem ("CRIOU") a mentira. - João 8:44

      2 - Satanás mentiu para Eva e ainda (acusou) Jeová de ser ele o mentiroso ... não morrereis ... Deus (sabe) ... - Gênesis 3:5
      A verdade é a palavra de nosso Criador Jeová e ela liberta-nos das mentiras de seu acusador e opositor, Satanás.
      Satanás por sua vez persiste em nos mentir e enganar de várias maneiras para nos desviar de (amar) o nosso Criador.
      "... não é de admirar, pois o próprio Satanás se (disfarça) de anjo de Luz." - 2 Coríntios 11:14

      Alguns ainda caem ... (coitadinho) do Satanás foi criado ruim ...

      Sandra

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  4. Para ter a certeza de tudo que o irmão Caleb diz é real e demonstra a verdadeira revelação da verdade, bastando ver que o próprio Jesus disse em João 18-36, que o Reino dele não era deste mundo.
    Deus Pai iria dar vida a este mundo para em seu filho Jesus dizer que este mundo não é dele.
    Isso já demonstra o quanto o irmão Caleb está correto em suas afirmações.

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  5. Calebe,

    Li o texto e referido e gostaria de lhe perguntar:

    Pra você quais são os livros/ou passagens do Antigo Testamento que são verdadeiros/ou que vem de Deus?

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    1. Olá, novamente Calebe!

      Primeiramente concordo com você em relação a adulteração tanto do Antigo como do Novo Testamento. Mas, eu queria uma resposta mais específica. Por que segundo o que pesquisei o Antigo Testamento não possui apenas 'pragas' vindas de Jeová. Um exemplo? As profecias do livro de Daniel. Elas parecem ser bem confiáveis porque estamos vendo o seu andamento a cada dia. Caminhamos para o último governo mundial que será o reinado do Anticristo. Foi por isso que perguntei se havia livros do Antigo Testamento que fosse mais 'confiáveis'. Mas, obrigada pela resposta.

      Ps: Sou menina e não menino. rs

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    2. Eu nunca disse que você acha a Biblia falsa. Por favor, não me entenda mal pq ao contrário eu entendo seu ponto de vista. As profecias de Daniel como disse parecem ser confiáveis porque podemos ver seu andamento a cada dia. Mas, é claro que o governo único mundial e o Anticristo certamente não vem do Pai e sim de Jeová. Isso eu concordo inteiramente com você.

      E sim, devemos ter muita cautela ao interpretar os textos biblicos.

      Ps: Já que citou as interpolações do Novo Testamento, será que poderia fazer um estudo sobre as palavras 'contraditórias' de Jesus?

      Esse texto fala sobre isso:
      http://www.recantodasletras.com.br/artigos/3639952

      Desde já agradeço.

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    3. Agora você falou o ponto: Não tem como Jesus falar algo e logo em seguida se contradizer. Pra mim as partes que supostamente Jesus 'ameaça as pessoas que n o seguirem de ir ao inferno' ou qdo ele 'proibe o divórcio' nada mais foram do que adulterações feitas pelo Imperador Constantino e sua trupe. O mesmo acontecesse nas cartas de Paulo na parte da 'submissão da mulher'. Paulo provavelmente nunca disse nada disso!

      No fim das contas o que importa mesmo é a mensagem de amor e redenção de Jesus que nos leva a verdade.

      Estou esperando pelo próximo estudo.

      À paz.

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  6. Como Estevão ficou sabendo que Abraão recebeu um chamado antes de habitar em Harã?E ele disse: Homens, irmãos, e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando na mesopotâmia, antes de habitar em Harã,Atos 7:2 Se Estevão leu as escrituras, Estevão leu que Abraão foi chamado em Harã. Abraão saiu de Ur dos Caldeus e foi para Harã sem receber chamado algum, conforme está em Gênesis 11:31.E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali.

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    1. De acordo com a citação de Estevão: E disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela, e dirige-te à terra que eu te mostrar.
      Atos 7:3, a parentela de Abraão deveria ter ficado em Ur dos Caldeus, mas a parentela de Abraão acompanhou Abraão até Harã.

      Então saiu da terra dos caldeus, e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora.
      Atos 7:4

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    2. O site indicado não informa sobre duas promessas, você deve estar se referindo a este:http://jeovanaoeopai.blogspot.com.br/2012/05/abraao-recebeu-2-promessas-diferentes.html

      Gênesis 12:1(Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.) pode estar se referindo a Ur dos Caldeus, pois:

      Em Gênesis 11:31, Abraão saiu de Ur dos Caldeus com destino à Canaã: (E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali.)(Harã foi um local de descanso, antes de prosseguir viagem.)

      Em Gênesis 15:7, O Senhor(Jeová?)Disse-lhe mais: Eu sou o SENHOR, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la.Gênesis 15:7

      Em Gênesis 15:13, O Senhor(Jeová?)Então disse a Abrão: Sabes, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos,
      Gênesis 15:13

      Paulo em Gálatas 3:16, diz que a promessa foi feita à Abraão e à Cristo e não que Cristo fez a promessa: (Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo.) (Cristo herdaria a terra.)

      Mas em Gênesis 13:16, a descendência significa muitos e não apenas Cristo: (E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência será contada.)

      Se Abraão tivesse recebido dois chamados, Abraão teria dito na segunda vez que já tinha recebido o da primeira vez.

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    3. Vós, que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes
      Atos 7:53

      Estevão acusa os judeus de não terem guardado(obedecido) a ordenação dada pelos anjos.

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    4. Estevão morreu porque começou a insultar

      Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais.
      Atos 7:51

      Não adianta insultar e depois levar uma surra, pois quem insulta é quem deveria dar a surra.

      Mas Jesus disse que era pra falar bem dos inimigos e não para insultar. O próprio Jesus não cumpriu o que disse, pois falou mal dos fariseus, chamando-os de hipócritas, raça de víboras, falou mal do diabo, chamando-o de pai de mentira, sendo que em Gênesis 3:22, Jeová(Yaohu) confirmou as palavras do diabo.

      Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente,
      Gênesis 3:22

      O Pai tem que reiniciar o sistema, formatar a máquina e fazer uma novo sistema.

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  7. Bom, vamos lá, Calebe. Vamos há algumas perguntas:

    Primeiro: você afirma que o Deus do Antigo Testamento não é o mesmo do Novo Testamento. Minha pergunta é: em qual texto, livro, carta ou evangelho você se baseia para tal afirmação?

    Pois, Jesus nunca falou explicitamente sobre a existência de dois Deuses. Ou que o Deus do Antigo Testamento não é o pai dele.
    Tenho algumas ponderações quanto a isso. Bom, Jesus se fez carne, veio a terra, montou um ministério, falou sobre um monte de coisas, sobre vários assuntos importantes, mas ele nunca falou sobre esse assunto de existirem dois Deuses. Ou seja, Jesus teve a oportunidade de falar sobre isso, mas não falou absolutamente nada.
    Jesus tá de brincadeira, então. Tá de brincadeira com a nossa cara. Ele tá de brincadeira com a gente. Só pode...


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  8. Os estudo são ótimos. Apenas tenho um comentário sobre os verdadeiros israelitas bíblicos. A maneira de conhecê-los está revelado em D'varim/Deutoronômio 28:45 a 46 "as maldições do livro estão sobre os israelitas até hoje, e seu estado de pobreza e primitividade são como sinal e maravilha entre as nações". Os israelitas estão dispersos até hoje. Eles são chamados negros, índios, cafuzos, mestiços, mulatos, aborígenes, nativos, etc.

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  9. Uma sugestão irmão, acesse o site Hebreu Israelita, tem algo bom. Descubra quem são os verdadeiros israelitas bíblicos, e onde estão hoje. Tudo se encaixa com os estudos.

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  10. Olá

    Estou passando por esse Blog por acaso. Fazem muitos anos que me cancei e aprendi que é perda de tempo discutir com quem não quer ver, por isso não escrevo nada na internet fazem muitos anos, mas por acaso resolvi agora postar para dizer que depois de muitos anos, me cancei de discutir a minha fé com os Doutores das Igrejas e entendidos das escrituras, porque isso não tem levado a nada, se bem que muitos passaram a ver as coisas como eu vejo. Não temo em nada se estivesse errado, porque Deus conhece nosso coração, e por isso o julgamento do homem sobre minha fé é insignificante. Convivo por muitos anos com pessoas criadas nas Igrejas e gostaria de dizer que desde 1999 até hoje 2013 eu estudo a palavra de Deus ouvindo tudo que pudesse por em dúvida a minha crença, e nada conseguiu por em dúvida a minha plena convicção de fé, ou seja, só não me tornei ateu, porque conheci em 1999 isso que alguns chamam de heresia, e passei a enxergar que Jesus não tem nada haver com a pessoa que muitos chamam de "Jeová".

    Se Jesus tivesse alguma ligação com esse ser que chamam de "Jeová", não faria sentido alguém com um pingo de inteligência querer levar a sério a Bíblia.

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  11. Olá

    Estou passando por esse Blog por acaso. Fazem muitos anos que me cancei e aprendi que é perda de tempo discutir com quem não quer ver, por isso não escrevo nada na internet fazem muitos anos, mas por acaso resolvi agora postar para dizer que depois de muitos anos, me cancei de discutir a minha fé com os Doutores das Igrejas e entendidos das escrituras, porque isso não tem levado a nada, se bem que muitos passaram a ver as coisas como eu vejo. Não temo em nada se estivesse errado, porque Deus conhece nosso coração, e por isso o julgamento do homem sobre minha fé é insignificante. Convivo por muitos anos com pessoas criadas nas Igrejas e gostaria de dizer que desde 1999 até hoje 2013 eu estudo a palavra de Deus ouvindo tudo que pudesse por em dúvida a minha crença, e nada conseguiu por em dúvida a minha plena convicção de fé, ou seja, só não me tornei ateu, porque conheci em 1999 isso que alguns chamam de heresia, e passei a enxergar que Jesus não tem nada haver com a pessoa que muitos chamam de "Jeová".

    Se Jesus tivesse alguma ligação com esse ser que chamam de "Jeová", não faria sentido alguém com um pingo de inteligência querer levar a sério a Bíblia.

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    1. Jesus, nasceu de uma mulher... não simplesmente apareceu como uma cristofania...

      Acredito sim que Jeova nao é o Pai de Jesus...
      Mas ja vi em Malaquias ou Zacarias não lembro, Jeova atribuindo a sim o titulo de abba tbm...
      Gostaria de conseguir a versao onde mostra em Genesis "Ab" reshit bara elohim etz... "O pai do principio criou os elohins os Ceus e a terra..." As professias de Malaquias e Zacarias, estao cheias de vaidades da parte de Jeova... as coisas boas que ele diz ate enchem de esperança e desejo de fazer parte... so que quando ele fala que vai tirar sangue da boca das pessoas é ai que enfraquece...
      Só cuidado, porque ja disse no estudo que o nascimento de virgem não aconteceu... e em um comentario seu la em cima, vc disse que ele nasceu...
      É obvio que Jesus nao nasceu da vontade do Varão e que seu Espirito é Deus... por isso para ele, apesar de receber tentações foi possivel resistir a todas elas...Nascer de uma mulher, não tira em nada o credito do filho Deus... aceitar que ele apareceu simplesmente como uma teofania... é o Mesmo que dizer que Melquisedeque é Jesus aparecendo no velho testamento em carne... sendo que sabemos que nao é. De cabeça agora so me lembro de uma vez em que o Filho do Homem apareceu dentro de uma fornalha de fogo protegendo 3 jovens que adoravam YHWH, mesmo sendo o Nabucodonosor, servo de Yahweh... CRISTO teve misericordia deles...
      Mas eu tenho um problema... Agora nao sei mais interpretar Apocalipse... e Genesis esta me dando sempre 2 linhas de racioncineo quanto a criacão...

      agora com certeza:
      Se Jesus tivesse alguma ligação com esse ser que chamam de "Jeová", não faria sentido alguém com um pingo de inteligência querer levar a sério a Bíblia.

      A bibilia de João Ferreira de Almeida de estudo pelnitude tem mutas palavras chaves que dão oportunidade de ligar os pontos olhando pela otica certa.. Tenho mais 2, A de King James, Revisada e Corrigida de acordo com escritos de Cunran, e do Mar Morto, apresentada por Carlos Alberto Bezzerra, da Comunidade da Graça, e uma Biblia de estudo arqueologico, que expõe a Biblia segundo uma otica cultural e temporal, separando quem eram os autores dos textos dos livros, sendo alguns da antiga mesopotamia, assiria, iraque, e por ai vai.. textos que somados, formam o antigo testamento.. muito bom!!! alem de fazer referencias fortes sobre os livros de enoque, selo de salomao, e descreve com grandeze sobre os Anjos e suas artes, Azazel, Samiaza, Salatiel...e os seus feitos em "auxilio" aos Anjos, Espero voltar para casa para estuda-la segundo a otica, Jeova nao é o Pai... Se quiser posso te passar a Capa delas para que procure e veja tambem, acredito que sera muito boa....

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  12. A Bíblia não passa de um livro escrito por um bando de homens ignorantes (ao extremo), machistas, misóginos,racistas e frustrados sexualmente, e que gostariam que a vida sexual da humanidade inteira fosse um porre, como a deles.
    Um monte de historinhas infantis e primitivas. Nada mais.

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  13. concordo com o Paulo. A bíblia é um livro cheio de contradições que foi escrito por muitas pessoas que na verdade estavam defendendo seus reais interesses, e ainda existe gente que não abre os olhos para a realidade!

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  14. A Bíblia foi escrita por homens, mas eles escreveram as palavras de Deus. - 2 Pedro 1:21
    Essas palavras, não defendem os interesses de homens.
    Elas defendem os interesses da humanidade e seu Criador. - 1 Coríntios 13:4,5

    Sandra

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